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domingo, 29 de junho de 2014

o gatinho



Você está em um dia comum, só que do nada você repara um gatinho ao seu lado,você suspira e continua andando, tentando esquecer o gatinho ao lado.

Quando chega em casa, o gatinho ainda está seguindo você. Você olha para baixo, ele lhe encara com os  seus enormes olhos azuis cor de safira. Você morde seu lábio e vai para dentro guardar as compras.

Você volta lá fora e o gatinho ainda está lá. Ele começa a  gemer novamente. É um som tão solitário e perdido que faz você derreter. Você ajoelhar-se e o carrega. Ele ronrona em seus braços.

No momento em que você terminar de guardar as compras está tarde. Você entra em seu quarto e vai dormir,antes de dormir você  toma a decisão de levar o gatinho para o abrigo de amanhã. Afinal, ele é tão bonito que ele vai ser adotado logo. Você deixa o gatinho dormir ao seu lado, e você cai no sono com o som do ronronar em seus ouvidos.

Quando você acorda, sente o peso  em seu peito e você só consegue ver o azul. O gatinho deve estar tão perto que seus olhos ocupam sua visão. Você chega a tentar movê-lo, mas em vez de um gatinho macio,  suas mãos sentem uma pele humana normal.

Você suspira de surpresa e sentar-se. O 'gatinho' sumiu de seu colo, e você vê que há um menino no lugar. Parece que ele tem cerca de três anos,  ele tem cabelo preto. Ele olha para você com seus penetrantes olhos azuis.

Nessa hora, um casal com o mesmo cabelo negro e olhos azuis vem a sua porta perguntando se você achou o filho deles. Quando você traz o garoto até a porta, eles agradecem por ter cuidado do menino. Eles haviam se perdido dele, enquanto eles estavam caminhando e eles estavam muito preocupados. 

Aparentemente, esta é uma ocorrência normal para eles. Quando você tenta perguntar sobre o gatinho, eles olham com firmeza para o menino, negam a existencia de um gatinho e vão embora deixando sua cabeça cheia de perguntas.

Traduzido: creepypasta.wikia.com/wiki/

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Eu sou Sam

Cheguei as portas do inferno. Entrei sem medo. Eu conheci o Senhor de todo o mal, e nós fizemos um acordo. Eu voltei para a Terra, com uma tarefa. 

Eu tenho que matar 666 pessoas antes de morrer. Se eu fizer isso, vou passar a eternidade como um rei demônio no inferno, com a minha própria legião para comandar. Claro, eu estou muito encantado com essa perspectiva ... 

Há uma condição, porém: eu não posso simplesmente matar pessoas aleatórias. Há um gatilho: se ouvirem um encantamento simples, envolvendo o meu nome, eles são elegíveis para ser meu alvo. Eu consegui fazer o meu trabalho mais fácil, colocando esta magia em uma creepypasta muito famosa, por isso que muitas pessoas vão provavelmente ler. Eu sou muito inteligente, de fato. 

Então, depois de ouvir a sentença mortal, eu o conheço. E, quando você está menos se espera, você vai ver a minha sombra com o canto dos seus olhos. E quando você virar a cabeça para ver o que era aquilo ... será tarde demais. 

Eu estarei esperando até ouvir meu nome novamente...

Eu sou o Sam 



Traduzido: http://creepypasta.wikia.com/wiki

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A maldição de Busby


A cadeira amaldiçoada de Busby  é uma cadeira de carvalho que foi amaldiçoada  por Thomas Busby, um criminoso Inglês, condenado à morte pelo assassinato de seu padrasto, Daniel Auty, com um martelo em 1702.
Em uma pequena aldeia perto da cidade de Thirsk, em North Yorkshire, Inglaterra, fica hoje  uma instituição conhecida como Busby Stoop Inn, um lugar encantador, que pertenceu a Thomas Busby. Muitas testemunhas viram o fantasma de Thomas Busby em sua cadeira.

No entanto, não são essas aparições, mas sua maldição  que tornou-se o  assunto favorito do folclore mítico local.Muitas pessoas que sentavam  na cadeira maldita morriam  pouco tempo depois.
No final do século XIX, um limpador de chaminés e seu amigo brincavam com  a lenda sentando-se  na cadeira Busby repetidamente , eles foram encontrados mortos na manhã seguinte .Uma dúzia de testemunhas incluindo os clientes de hotel atestaram  a veracidade dos fatos.

No século XX, dois pilotos da Royal Air Force discutiam a lenda de Busby, eles  queriam conhecer o "desafio" do condenado. No mesmo dia, o carro bateu em uma árvore: os dois pilotos morreram.

Há várias histórias envolvendo ciclistas e motociclistas, que paravam na pousada para se refrescar e quase todos que se sentavam na cadeira, morriam  em acidentes de carro depois; todos os óbitos ocorridos se davam  logo após a visita ao hotel ....

Em 1970, o proprietário pediu que cadeira fosse  removida do hall. Hoje, os visitantes interessados ​​na maldição de Busby podem  observar a cadeira assombrada no Museu de Thirsk que é onde se encontra hoje. Infelizmente, ou felizmente, não é possível sentar-se ... desde 1978, nenhuma pessoa tem se sentado na cadeira  Busby e as mortes cessaram, mas o hotel virou atração turística e é quase parada obrigatória para quem quer saber mais sobre a Maldição de Busby.

Tradução e adaptação: Marciela Mendes

Fonte: http://marcielamendes.blogspot.com.br/2014/06/a-maldicao-de-busby.html#more

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Frigorífico Humano

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Sabe, meu trabalho nunca foi o melhor de todos, e acho que nunca vai ser mesmo, na verdade só estou nele porque é de família e acho que ficaria com um peso enorme na consciência se fosse o único irmão que não seguisse o negócio de frigoríficos de nossa família. Meu nome é... Ah, não importa meu nome, isso não vai fazer diferença nenhuma. Enfim, trabalho num frigorífico numa cidade aqui do interior de São Paulo, e desde que eu comecei a trabalhar, é disso aqui que eu vivo.
Comecei quando criança, acompanhando meu pai e meu avô enquanto os dois analisavam os processos e faziam o que eles tinham que fazer, que para mim não tinha diferença nenhuma na época.Anos mais tarde e eu fiquei com um cargo importante, sou o responsável pela gerência de tudo aqui e do andamento dos processos. Não sou o mais velho dos irmãos, ainda sim, sou o mais responsável, e não querendo me gabar, acho que nenhum deles seria bom o bastante para ter esse cargo na empresa.
Era então uma noite de quinta-feira, havíamos embalados os últimos pedaços de carne que já estavam carregados no caminhão e já haviam sido mandados para o açougue. Fora eu, a única pessoa que se encontrava por lá era o nosso porteiro, que ficava em sua guarita bem longe de onde eu estava. Chovia bem de leve e estava um pouco frio, clima que eu particularmente gosto muito. Estava no matadouro, um local que me dá arrepios desde que eu era criança, e até hoje, casado e com filhos na universidade, tenho calafrios quando passo por lá.
Carcaças e restos mortais dos animais estavam empilhados em um canto, o cheiro era repugnante e penetrava em meu nariz quase me sufocando. Havia sangue seco espalhado por muitas partes do chão e havia uma parte em que ele se concentrava especialmente, onde ainda havia aquele líquido vermelho que não havia secado. Andei com cuidado e tapando meu nariz, sempre olhando para onde eu pisava.
Deixei minha prancheta com minhas anotações em cima de uma bancada, e junto dela coloquei minha caneta também. Naquela bancada, que na verdade ainda era parte do matadouro, havia uma cabeça de um boi parada bem ali. Estava, claramente, sem o resto de seu corpo, e tinha os olhos fechados e a boca contorcida numa cara de dor de quando sua cabeça fora arrancada de seu corpo. Tentei ignorar aquilo e segui andando.
A única coisa que faltava era ver se estava tudo em ordem dentro da câmara fria, que era logo no fim dali. Fui acendendo algumas luzes no caminho e apagando outras que eram desnecessárias. Meus passos ecoavam naquela imensidão, onde a única alma viva era eu. Abri a pesada e prateada porta da câmara fria, tomando cuidado e travando-a para que ela não se fechasse quando eu estivesse lá dentro e me fizesse morrer congelado. Provavelmente você deve estar pensando que foi isso que ocorreu, que a porta se fechou comigo lá dentro e eu fiquei isolado num local que fazia menos de dois graus Celsius.
Na verdade eu fiquei preso lá dentro, mas não desse jeito. Enquanto eu andava no meio daquele monte de carne e carcaças penduradas, e tomava cuidado, pois o cheiro era forte lá também, contava o estoque para ter certeza de que não faltava nada. Passava a mão cuidadosamente entre aqueles pedaços dos troncos dos animais pendurados em ganchos e via o sangue pingar no chão.
Facas e muitos outros objetos cortantes estavam deixados de lado numa bancada ali dentro também, junto de pedaços de ossos quebrados e partidos que exigiram muito esforço para serem quebrados. Havia um avental de cor meio verde cheio de manchas de sangue espirradas pendurado próximo à porta.
Já estava próximo de sair quando alguma coisa se movendo me chamou a atenção. As enormes peças de carne penduradas se moveram quando alguém passou a mão nelas, e como num dominó, uma foi levando a outra, balançando-se em um loop infinito. Meio coração gelou e eu peguei uma faca para me defender, mas nesse ato frenético, acabei pisando numa poça de sangue que ainda não havia secado. Bati com minha cabeça no chão e apaguei por tanto tempo que só Deus sabe o quanto foi.
Acordei bem mais tarde, completamente roxo de tanto frio e, o mais incrível, nu. Estava todo trêmulo e levantei assustado procurando minhas roupas. Instintivamente passei minhas mãos pelas minhas partes íntimas, pois jurava que havia sido estuprado enquanto estava desacordado, por sorte, não fora isso. Levantei-me ainda com a cabeça doendo e então me deparei com uma cena que eu queimaria meus olhos para não vê-la mais uma vez. No frigorífico, onde antes os restos mortais dos animais estavam pendidos, agora jaziam restos humanos, dilacerados e partidos. Homens, mulheres, crianças, idosos e jovens, havia de tudo ali.
Havia ainda somente membros separados, pedaços de braços e pernas fincados por um gancho, onde o osso ficava exposto e o sangue caía como a água cai de uma cachoeira. Cabeças também estavam presas naqueles malditos ganchos. Expressões assustadas das pessoas que foram mortas, com os olhos abertos e a língua para fora, cheio de cortes profundos e largos na face. Algumas vezes os olhos haviam sido arrancados da face e restavam somente órbitas negras e profundas, que choravam lágrimas de sangue.
Aturdido e quase tendo um ataque do coração, com um aperto na garganta enorme, eu saí correndo dali, quando de repente, diante de mim, a figura de um boi andando em duas patas, segurando uma prancheta, vestindo um avental ensanguentado e com uma caneta surgiu. Eu caí diante daquele ser demoníaco, sem reação e com vontade de chorar. “Achei o que faltava.” Ele disse como um humano e, de repente, dois outros animais, como ele, surgiram pela porta pesada da câmara fria e me pegaram pelos braços e pernas. Amarraram-me uma corrente pelo pescoço e eu fui então obrigado a ter de andar de quatro se não quisesse ser enforcado.
Com vontade de gritar e chorar, eu fui sendo levado para o matadouro. Ao meu lado, dezenas de bois e vacas com aparências humanóides trabalhavam e faziam suas funções como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Vi o momento desesperador quando uma vaca desceu o facão sobre o pescoço de uma jovem de quinze anos, decepando-a e tirando sua vida. Sua cabeça foi jogada num saco preto, onde jaziam muitas outras cabeças humanas, e o corpo foi levado para outro lugar que eu me recusei a olhar. Todos os humanos estavam nus e presos por correntes, chorando e gritando, sendo constantemente eletrocutados e queimados para pararem de berrar. Manter-me em silêncio nunca pareceu uma tarefa tão difícil.
Entrei então numa câmara menor onde um líquido quente e irritante foi despejado em mim por meio de um chuveiro velho e enferrujado. Conhecia aquele procedimento, estavam limpando meu corpo para o momento do abate. O líquido escorria e invadia meus olhos, eu o fechava e tentava evitar que o líquido entrasse, mas era praticamente impossível, e logo meus olhos estavam tão vermelhos quanto sangue. Tentei me contorcer e me mover, eles então apertaram a corrente em volta do meu pescoço e com uma vara incandescente marcaram minhas costas para eu me calar.
metal quente veio lentamente por trás de mim e se encostou a minha pele fazendo um leve som que rapidamente sumiu, desaparecendo e deixando somente o maldito calor queimando minha pele. Berrei de dor e caí no chão, não aguentado aquela tortura. Cai numa posição fetal, me contorcendo e soltando um grito contido e agoniado. O líquido jogado queimava minha ferida e quando o chuveiro se desligou, eu voltei a ser puxado. Fui sendo guiado por um caminho onde barras de ferro impediam que eu fugisse.
Do lado de fora, conseguia ouvir barulho de armas sendo disparadas e de gritos quando suas vidas eram arrancadas de suas carcaças. Eram tão distantes de mim, mas assim que o grito entrava em meus ouvidos, parecia que a pessoa morta estava do meu lado. Estava tão paranóico que às vezes sentia o toque da pessoa antes de ela morrer, uma ilusão total. Em cima de mim, vi bois retirando leite dos seios de mulheres mais velhas, enquanto elas tinham de ficar paradas sem mover um músculo.
As mulheres ficavam de quatro enquanto os animais despejavam o leite que saía de seus seios em grandes baldes redondos. As mulheres pareciam chorar, mas não podiam fazer som nenhum, caso contrário sua pele seria marcada com uma barra incandescente assim como a minha fora. Elas estavam nuas e tremiam muito. Desviei o olhar daquele inferno, tentando me isolar em minha mente.
Parei então dentro um local circular, onde eu pisava em restos de ossos humanos, que estalavam sob meu peso, e o sangue ali era o bastante para encher um rio. Acima de mim, minha corrente foi presa num gancho numa altura muito elevado. Logo entendi como seria meu fim. Tremendo como uma folha ao vento, tentei tirá-la de meu pescoço, mas foi inútil. Nos últimos segundos, olhei bem nos olhos do mesmo animal que eu encontrara no momento em que acordara, ele ainda segurava sua prancheta e caneta.
O boi fez então um marco na sua prancheta, que indicava que mais um animal havia sido abatido, e logo fez um sinal para que erguessem a corrente. Lentamente, senti a pressão da corrente em volta de meu pescoço aumentando. Desesperado, eu tentava insanamente tirá-la de mim antes que algo pior acontecesse. Percebi então que meus pés estavam deixando o solo e logo eu estava sendo erguido alguns centímetros acima do chão, sempre subindo, e conforme a altura aumentava, minha visão começou a criar pontos brilhantes e a escurecer. Entretanto, o tempo que eu estive erguido antes de minha vida se esvair de mim foi o suficiente para que pudesse ter uma visão completa daquele inferno que eu havia parado.
Porcos, bois e vacas andavam e agiam como pessoas normais, restos humanos eram jogados fora e os ossos eram triturados. Consegui ver um garoto de não mais de cinco anos sendo erguido por uma corrente assim com eu estava sendo, e num grito agudo e desesperado, seu pescoço se quebrou e ele ficou imóvel, pendendo balançando de um lado para o outro. Alguém chegou e em vez de desamarrá-lo, com uma vara afiada, lhe cortou a cabeça, o corpo morto caiu no chão com um baque surdo, partindo restos mortais debaixo de si, e a cabeça caiu e rolou para fora do cercado, ainda a tempo de um porco bípede pegá-la e jogá-la num saco preto sem dar a menor importância. Fechei os olhos e dei um grito mortal quando percebi que não havia mais o que eu pudesse fazer, simplesmente era o fim.
Não senti mais nada depois, somente meu corpo nu sendo erguido para o alto e a vida se esvaindo de meu corpo.Acordei assustado e tremendo ainda no matadouro, de alguma maneira, eu havia adormecido na bancada por ali e tivera aquele pesadelo horrendo. Levantei o mais rápido que pude e peguei minha prancheta e minha caneta, que eu havia deixado ao lado daquela cabeça morta, e se eu havia pensado que o maior choque da minha vida já havia acontecido, estava errado.
A cara do animal, que antes tinha os olhos fechados, agora tinha os olhos tão abertos como nunca e sua expressão de agonia havia dado lugar a algo que eu assemelhava com um sorriso. Na prancheta, novas rasuras haviam sido feitas e meu nome, que ficava sempre no canto superior para identificar que era meu, agora estava riscado com um “X” em cima, e logo ao lado, palavras em vermelhos diziam: Abatido.

fonte: Minilua
Autor: Júnior Mota

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Fotógrafo com ‘paralisia do sono’ registra suas angustias em uma série fotográfica pt. 2

Na matéria anterior, falei do fotógrafo Nicolas Bruno que após ter tido vários   episódios de paralisia do sono, buscou uma maneira de lidar e expressar o trauma, a solução encontrada por Bruno foi fazer uma  série de fotos para ilustra seus pavores e medos e expurga alguns de seus demônios. As fotos:

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A que mais me impressionou, ela representa como a pessoa com paralisia do sono se sente, presa em uma condição entre o sono e a vigília, onde é confrontado com visões aterrorizantes, onde encontra os piores pesadelos e não pode  reagir ou até mesmo gritar:
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fonte:pipoqueiro.com

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fotógrafo com ‘paralisia do sono’ registra suas angustias em uma série fotográfica pt.1

O fotógrafo Nicolas Bruno tem sido assombrado por episódios de paralisia do sono - quando o indivíduo sente que está acordado, mas é incapaz de se mover, falar ou agir - desde os 15 anos de idade.
Enquanto sua mente está presa entre o sono e a vigília, ele é confrontado com visões aterrorizantes, como um intruso no quarto, mas é incapaz de reagir ou até mesmo gritar. Já imaginou o quão angustiante isso seria?
Em busca de uma maneira de lidar e expressar o trauma, Bruno começou a escrever suas experiências e buscar inspiração para a sua fotografia. Esta série de imagens ilustra os pavores e medos do fotógrafo e expurga alguns de seus demônios:

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fonte: pipoqueiro.com

domingo, 25 de maio de 2014

Noite Romântica

Norberto estava num dos dias mais chatos no emprego, e adivinha em pleno aniversário. Na noite anterior teve uma pequena discussão com a mulher, que no dia seguinte ela nem dignou lhe desejar feliz aniversário, um dos motivos para que seu dia estar azedo.
De repente o celular tocou, era uma mensagem de voz da sua mulher:

 Querido... achou que estava esquecido do seu aniversário? Não, não estava! Liguei para deixar um recadinho bem gostoso: hoje a noite terás uma surpresa te esperando na cam...
Bip... bip...

A mensagem tinha sido interrompida mas Norberto nem dignou a preocupar-se porque pensou que era brincadeira da mulher.

O dia tinha terminado e já eram horas de Norberto regressar à casa. Ele arrumou toda a papelada, pegou a sua mala e saiu para pegar o carro que ficava por trás do edifício do seu trabalho. Entrou no carro, ligou a rádio e pôs-se rumo ao seu apartamento. A viagem não durou muito porque o trânsito já estava a ficar mais leve.
Quando chegou à casa e começou a estacionar o carro na garagem, a rádio começou a falhar e de repente começou a tocar uma música clássica bem conhecida, Claire de Lune composta por Claude Debussy. Não ficou muito na garagem porque ele lembrou da surpresa que a mulher guardara. Apanhou sua mala e subiu no elevador até o sexto andar.
Na porta do seu apartamento ele ficou imóvel. Pensou na discussão do dia anterior, embora fosse pequena, a mulher tinha tocado num ponto critico – a separação. E no meio disto tudo, o que foi mais estranho no mínimo, a mulher queria fazer-lhe uma surpresa para o seu aniversário. Ele entrou porta dentro do seu apartamento. Estavam todas a luzes apagadas, mas tinham velas no chão que guiaram-no até a porta do seu quarto. A porta estava entreaberta e de dentro saía uma luz vermelha bem forte. Norberto deu uma risada pensando que a mulher estava preparando para uma reconciliação.
Ele abriu a porta e o que ele viu não era lá muito bem uma reconciliação, era a “outra”, toda contorcida num varão de pole dance. E quando digo contorcida, digo como um pano amarrado a um poste. Tinha os intestinos pra fora da barriga, os globos oculares saindo das orbitas e o chão todo ensanguentado. Quando Norberto decidiu chamar a polícia já era tarde, já estava com um facão espetado na sua espinha vertebral.


A traição é um prato que se como cru... meu bem...



Acesse o Artigo Original: http://www.eutanasiamental.com.br/2014/04/noite-romantica-ou-nem-por-isso.html#ixzz32k1b07Vp

terça-feira, 20 de maio de 2014

Elegância Demoníaca

Era sábado, Camila e suas amigas estavam ansiosas para ir numa festa que iria acontecer no centro da cidade.

Elas se arrumam e pegam o táxi. Ao chegaram à festa elas vão direto ao bar comprar uma bebida.

As amigas de Camila resolvem ir ao banheiro e a deixam tomando conta das bebidas.

Enquanto ela espera, um rapaz bem vestido se senta ao lado dela e puxa conversa. Ele é muito bonito e logo Camila fica encantada com o rapaz.

Ele a convida para conversar do lado de fora da festa e ela aceita. Papo vai, papo vem, ela não resiste e beija o rapaz.

Enquanto trocam beijos o celular de Camila caí e ela se abaixa pra pegar.

Ela pega o celular, mas em seguida a visão que tomaria conta de seus olhos seria a mais assustadora de sua vida.

Ela olha para os pés do rapaz e percebe que no lugar de pés ele possui patas de bode.

Camila desmaia e é encontrada no dia seguinte, visivelmente perturbada.

O que sabe hoje em dia é que ela nunca conseguiu se recuperar daquela noite, e que ela está internada em um hospício.

Relatos dizem que a cada três anos um homem bem vestido vai até o hospício deixar flores pra Camila. A família nunca deixou que ela recebesse as flores.

As flores sempre são rosas e quase sempre vem com um bilhete que diz: Ainda lembro daquela noite.   




fonte: medosensitivo

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Alice

"Somos todos loucos aqui..." - Gato Cheshire

Eu não sou louca! Eu não sou louca! Por favor! Você tem que me ouvir! Os médicos não acreditam em mim! Eles acham que eu fiz isso, mas eu não fiz!

Deixe-me começar pelo início. Você conhece a história de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carol? Eu sou uma grande fã dele. Eu amo todas as adaptações para o cinema, exceto a sequência de Tim Burton. Meus personagens favoritos eram o Gato Cheshire, também chamado de Gato Risonho, o Chapeleiro Maluco e especialmente a Alice. Uma noite, eu decidi assistir a adaptação da Disney para o que foi, provavelmente, pela centésima vez. Ele começou normalmente, com Alice sentada perto de uma árvore com seu gato. Quando chegou à parte em que Alice estava caindo, as coisas dentro da toca de coelho começaram a ficar estranhas. O áudio ficou distorcido e a imagem ficou em preto e branco. Não como o preto e branco nas TVs originais, e sim literalmente preto e branco. Quando Alice chegou ao quarto com a garrafa Beba-me, comecei a ouvir um ruído na TV. Então, de repente, o filme parou. Uma imagem extremamente perturbadora do Gato Cheshire começou a piscar na tela. Uma voz maléfica começou a falar.

- Desça. Desça a toca do coelho. Caia. Caia mais rápido e mais rápido. Junte-se a nós na loucura.

Eu rapidamente desliguei a TV. O que estava acontecendo? O filme nunca havia reagido daquela maneira. Eu tirei o DVD, mas quando ele saiu estava coberto de sangue.

Ao longo dos próximos dias, as coisas começaram a piorar. Eu recebi um telefonema da polícia dizendo que todos os meus amigos tinham sido brutalmente assassinados e dilacerados. Toda noite, eu ouvi a mesma voz da TV. Ele repetia a mesma coisa.

- Desça. Desça a toca do coelho. Caia. Caia mais rápido e mais rápido. Junte-se a nós na loucura.

Um dia, eu acordei para encontrar uma citação de Alice no País das Maravilhas escrito com sangue na minha parede. Foi uma das frases de Alice. Curioso e curioso. Com o passar das noites, a voz foi se tornando cada vez mais odiosa e horrível. Finalmente, uma noite... Tornou-se pior. A voz era... Muito aterrorizante para eu descrever em palavras. Porém, desta vez, ele disse algo diferente.

- SOMOS. TODOS. LOUCOS. AQUI!

Ele começou a rir histericamente e depois... Tudo ficou escuro. Acordei aqui neste asilo. Os médicos disseram que eu estava na minha sala, coberta de sangue e murmurando sobre ter pintado as rosas de vermelho.

Por favor, você tem que me ajudar. É... Ele fez isso comigo. Ele me possuiu e me fez fazer isso. Aquele gato horrível e retorcido.



sábado, 10 de maio de 2014

o homem que brincava com bonecas



 “Sabe, Carol... Estou gostando muito desse nosso momento! É, estou adorando mesmo! Pra ser sincero com você, eu sou muito solitário e não tenho com quem conversar... E minha timidez também não ajuda muito, hehehe! E ter você aqui comigo, ouvindo meus desabafos, puxa, aposto que você nem imagina o quanto estou feliz! E quando estou à vontade, assim como estou agora, eu gosto de falar sobre minha vida, minha infância, essas coisas, sabe? Tem certeza de quer mesmo me escutar? Olha, vou logo avisando: é uma história meio dura de se ouvir. Quer ouvir mesmo? Legal! Então, vamos lá...”


- “Quando eu nasci, minha mãe teve uma complicação e ela nunca mais pôde ter filhos. Ela quase morreu. E meu pai... Bom, meu pai morreu antes de eu nascer. Cresci, ouvindo minha mãe jogando na minha cara que ela sempre quis ter uma menina. Não é o tipo de coisa agradável para se ouvir quando criança. Ela me batia muito e me obrigava a usar roupas de meninas. E se eu tirasse, aí que eu apanhava mais mesmo. Foi uma época muito confusa para mim e até hoje, eu não sei se minha mãe já era ou ficou perturbada só depois.


Meus brinquedos eram somente bonecas e eu era forçado a brincar com elas. No início, eu odiava aquilo tudo e quando ela virava as costas, eu as quebrava, todas elas! Arrancava seus braços, suas cabeças, as cortava com faca, arrancava seus olhos e as queimava. Obviamente, as surras eram muito mais severas a ponto de me tirar sangue.”


- “Deus, como eu odiava e temia minha mãe! Tanto que quando ela morreu, e espero que esteja no inferno, não soltei uma lágrima sequer. Maldita cadela! É, ela me embruteceu um pouco, sabe? Mas antes que ela se fosse, minha vida continuava solitária e confusa... Ela não me deixava nem brincar com outras crianças, acredita nisso? E eu só ficava em casa, triste e obrigado a brincar com as bonecas que a maldita me dava! Eu fui me acostumando a isso e as bonecas se tornaram minhas únicas companhias. Elas até passaram a conversar comigo e diziam sempre que nunca me odiariam! Acabei me afeiçoando a elas, as únicas criaturas que me amaram na vida... Está me acompanhando?”


- “Quando conversavam comigo, elas contavam suas histórias e depois nós brincávamos até nos cansar, hehehe! E elas, certo dia, me imploraram para brincar com elas e depois destruí-las, pois só assim suas almas seriam libertadas daqueles corpos de plástico e poderiam ir para um lugar onde elas seriam muito mais felizes. E foi o que eu fiz, com os olhos cheios de lágrimas, mas depois entendi que eu estava fazendo um grande favor a elas. Aquele era meu ato supremo de amor para àquelas que eram minhas amigas de verdade. Só que ao mesmo tempo em que as libertava, eu comecei a sentir um prazer, um êxtase indescritível ao fazer o que eu deveria fazer. E eu cresci, e esse meu apetite foi tornando-se mais voraz e as minhas pequenas amigas foram ficando de lado. Aquilo já estava começando a perder toda a graça...”


O homem fez uma pausa e olhou com rabo de olho para Carol, como uma criança ansiosa esperando por um gesto de carinho e compreensão. Ele, então, enfiou a mão no bolso de sua calça e tirou um grande e prateado cortador de unhas; aproximou-se da mulher nua e amarrada à cama, e começou a acariciar o corpo de Carol. Ela se debatia desesperadamente, tentando gritar, em vão, pela boca amordaçada; e seus olhos arregalados e lacrimejantes exprimiam todo o pavor derradeiro. Sua cabeça estava totalmente raspada e seus longos cabelos loiros jaziam ao lado da cama.


- “Mas continuando nosso papinho gostoso... Então, eu comecei a frequentar sex shops e comprava bonecas infláveis. Ah, deixa eu te dizer, eu queria alguma coisa do tamanho natural. Nossa, hahaha, você não pode imaginar como eu ficava com vergonha disso, hahaha! Mas isso foi só no início, e depois, fui me acostumando... Eu as levava pra casa, brincava com elas e por fim, eu as destruía em pedacinhos. Não sei explicar bem, mas acho que no final, dava muita vergonha de mim mesmo. Mas me pergunta se eu consegui parar... Aquilo virou uma obsessão cada vez mais profunda! Não, eu não conseguia e não queria parar de jeito nenhum. Só que chegou um determinado momento em que fui me cansando. E até demorei um pouco pra descobrir o porquê. E sabe, Carol, o problema é que as bonecas não interagiam comigo... Eu não mais podia falar com elas esperando por uma resposta, eu não podia sentir sua respiração, eu não podia fazê-las sorrir ou gemer... Foi aí que resolvi partir para as bonecas de verdade, as bonecas humanas, de carne e osso, e essas sim, me dão o que eu tanto queria! Olha, e sem querer me gabar, foram muitas, hein?”


O homem apalpou os seios da mulher e, de repente – CLIC – decepou um dos mamilos com o cortador de unhas. O sangue esguichou e enquanto Carol urrava abafadamente, o homem babava de satisfação e soltava risinhos esganiçados, quase afeminados. Ele foi até o canto do quartinho, abriu sua mochila, onde havia bisturis, serras, alicates, chaves de fenda, etc. Sacou uma afiadíssima faca de caça e uma grande tesoura de corte a laser, e aproximou-se de Carol novamente, com um olhar sombrio e ensaiando um desengonçado passo de dança. Ele cantarolava baixinho e aparentava uma insana alegria. A mulher continuava a se debater e a esboçar ruídos.


- “Puxa, Carol, já te disse que estou muito feliz que esteja aqui comigo, agora? Hoje, você vai ser minha boneca, não vai? E nós teremos a noite toda... A noite todinha será só nossa, não é o máximo? Depois disso, você será livre! Para sempre! E aí... vamos começar a brincadeira? Hmmmm, por onde eu começo?

Fonte: leituracreepy

domingo, 4 de maio de 2014

Simetria

Eu adoro a simetria. Eu não sei exatamente porque, mas é assim desde que eu era criança. 
A maioria das crianças se esquecem dessas coisas com o tempo mas, eu não! Eu sabia que tudo tinha seu lugar e no meu quarto, tudo estava exatamente onde deveria estar. Meus pais não tem "aquilo" .  Meus avós também não tinham "aquilo"  e na verdade,   nem uma única pessoa em minha família teve "aquilo."  Quando digo"aquilo" é  porque eu realmente acredito que se trata de uma coisa dentro de mim. É como se fosse um passageiro clandestino que não deveria estar lá , mas que ainda sim, vive dentro de mim. Talvez seja uma necessidade  ou quem sabe um desejo?  Um desejo de ser alguém perfeito!


Estou em uma situação onde não posso viver minha vida normalmente. Não consigo um bom emprego e as mulheres se afastam rapidamente de mim, é que elas não podem lidar com "aquilo."  Honestamente, eu não me importo quando elas me abandonam... 
Mulheres são complicadas, sempre tornam as coisas mais difíceis. Alguns exemplos? Elas rolam para o meu lado da cama ao invés de dormir em seu próprio lado, elas deixam os pratos em um único lado da pia. Eu realmente não suporto esse tipo de coisa, elas deixam a casa toda desorganizada e eu espero até que elas saiam para arrumar tudo, para colocar cada coisinha em seu devido lugar aliás, digo que na verdade, é um verdadeiro alívio quando elas saem.
Essa coisa que sinto não é algo constante porém  eventualmente, "aquilo" volta e sempre encontra algo que precisa ser colocado em seu devido lugar.  Você pode estar se perguntando o  porque de eu procurar por relacionamentos mesmo sabendo que não consigo suportá-los... 
Bem, é que para mim, é extremamente difícil dormir e ao mesmo tempo ter que me manter no centro exato da cama sem poder me mover.

Tirando esse probleminha com os relacionamentos, toda minha vida era quase que organizada. Digo "quase" porque ainda havia uma pequena questão a ser resolvida. 
Tenho o que é chamado de " Heterochromia Iridium "  ou seja, duas íris de cores diferentes. Meu olho direito é verde e o esquerdo é um tipo de azul daqueles bem pálido. Meu pai e minha mãe tem olhos azuis, meus irmãos e primos também. Meu olho verde não deveria ser dessa cor, isso foge do padrão e torna tudo muito desequilibrado.

Toda vez que eu olho para mim mesmo no espelho, ele olha de volta para mim. Tudo está em seu devido lugar,  exceto meu pequeno erro verde. No começo não doeu, foi até fácil introduzir a colher em meu olho. Na verdade eu não senti dor nem quando ele ficou pendurado em meu rosto após ter saltando para fora de minha órbita. Não sei se isso aconteceu porque eu estava em "estado de choque" ou se foi por causa "daquilo"... 
Cortei o nervo óptico e pude sentir os fluidos quentes que escorriam por toda minha face. Ter minha visão cortada pela metade foi uma sensação estranha, quase que inexplicável. Bem,  o que sobrou do nervo que estava pendurado coloquei de volta no buraco vazio. Fiz um curativo no ferimento, lavei a colher e fui dormir.

Eu acordei feliz! Foi a melhor noite de sono em anos. O problema finalmente foi resolvido.
Me levantei da cama cambaleando e até e tropecei quando cheguei no banheiro, meu corpo doía e minha cabeça estava em chamas. Eu abri a porta e a luz que vinha da janela do banheiro era ofuscante. Lentamente, removi a bandagem que estava encharcada de sangue e quando olhei para o espelho, meu estômago revirou.

Só então eu percebi a grande merda que eu havia feito... Havia um buraco no lado esquerdo do meu rosto, mas do outro lado não. Mais uma vez, as coisas estavam desbalanceadas. 
Foi muito mais difícil cavar o segundo olho, minhas mãos tremiam, por diversas vezes eu errei o jeito em introduzir a colher, acabei ferindo minha pupila por diversas vezes. 
Uma vez que removi o olho ele saltou, assim como o anterior; Peguei a tesoura para terminar o serviço só que suas lâminas estavam cheias de restos de sangue da noite anterior, estava tudo ressecado e isso não permitia com que seu corte fosse tão bom quanto antes.

Sabe quando você tenta cortar várias folhas de papel juntas e todas de uma única vez?  A tesoura sempre fica presa... Foi o que aconteceu com meu olho. O nervo óptico ficou preso entre as duas lâminas. Naquela hora, enquanto tentava desesperadamente um jeito de romper o nervo, eu escorreguei no sangue e fui parar no chão.

Enquanto caia acabei soltando a tesoura, na verdade ela escapou de minhas mãos, o peso dela pendurada em meu olho foi algo insuportável.

Eu não sei se suportaria tempo suficiente para ir até a cozinha e procurar por uma faca, então eu puxei... 
Puxei tudo para fora de minha cabeça.  Foi possível sentir a carne se descolando de meu crânio, senti algo rasgar, jorravam fluídos por toda parte. Eu sabia que estava chorando, mas não havia como saber se eram lágrimas de sangue ou de  fluido ocular.

Quando ouvi o som da carne ensangüentada batendo no chão, eu soube que estava feito!
Tive a certeza de que "aquilo" foi feito. Agora poderei viver minha vida sem ter que ver pessoas horríveis , desarrumadas e assimétricas. O alívio tomou conta de mim e eu sei que será  duradouro. Eu nunca havia me sentido assim antes, nunca tive tanta euforia como a que senti daquela vez em que eu estava naquele  banheiro, frio, úmido e pegajoso, foi a primeira vez em anos, que pude sorrir verdadeiramente.


Fonte: medob

quarta-feira, 30 de abril de 2014

O lado negro de Animaniacs



ATENÇÃO: Se você não gostaria de ter todas as suas lembranças destroçadas,não leia.

Se quiser,leia por conta propria e não diga que não foi avisado(a).



Você se lembra daquele desenho, Animaniacs? Se sim, há um episódio que você provavelmente deve conhecer, chamado "One Flew Over the Cuckoo Clock", em que a esquila Slappy é colocada em uma instituição mental para personagens de desenhos animados aposentados. Você pode encontrar as duas partes da versão final no YouTube, mas um vídeo que eu ainda estou na procura pra ver na internet, é a versão original e mais sombria do episódio. Se pararmos pra pensar, este já era um dos episódios mais sombrios da série, mas a versão que você provavelmente viu é incrivelmente infantil comparada com a versão que originalmente seria exibida. Os produtores do desenho, no entanto, gostaram da história, e decidiram dar uma “amenizada” para torná-lo adequado pra ir ao ar.


O episódio original é o seguinte: Como de costume, o episódio começa com Slappy passando os canais da TV, assistindo os tópicos ridículos dos talk shows. O episódio continua como na versão final, até a parte onde Skippy entra na cozinha e vê a torradeira queimando. "Tia Slappy! O que você está fazendo?" Ele pergunta a ela. "Queimando meu chapéu, o que mais?" Ela responde. Skippy então corre em direção a torradeira, puxando o chapéu pra fora, que acabou pegando fogo durante seu tempo na torradeira. Skippy, então, tenta sacudir o fogo pra apaga-lo, mas ele acaba se espalhando pela sua pele, as chamas engolfando-o enquanto seus gritos agudos queimavam o ar e o relógio da casa da arvore gritando "CUCKOO!" sem parar.


Slappy grita o nome de seu sobrinho, horrorizada, ao perceber que havia sido morto pelas chamas. Uma pequena lágrima brilha em seu olho, e ela diz: "Hum, esquilo assado. Esquilos que comem outros esquilos, que maravilha!". A insanidade começa a ficar cada vez mais clara em seu rosto. Em seguida, Slappy começa a descascar a pele queimada da carne de Skippy, arrancando pedaços de sua carne e empurrando-os em sua boca. Sirenes podem ser ouvidas à distância, o único som além de Slappy repetindo a palavra "CUCKOO" uma vez ou outra por cerca de um minuto, antes que haja uma batida na porta.


Dois policiais aparecem em frente a porta. "Senhora esquila, está tudo bem?", eles perguntam, espreitando pra dentro da casa. Um policial vê Skippy deitado no chão da cozinha, e o outro empurra Slappy pra longe dele em direção a sala. Após um breve interrogatório com Slappy, eles chegam a conclusão de que ela estava mentalmente instável, e decidem leva-la pra uma instituição mental para personagens de desenhos animados aposentados.


Slappy foi levada para a instituição, onde tenta escapar várias vezes, cada vez repetindo as palavras: "Skippy precisa de mim. Onde está ele? Onde está Skippy?"


“Senhora Slappy, você não se lembra do que aconteceu com Skippy?" A enfermeira perguntou calmamente depois de Slappy tentar escapar uma ultima vez.


"Claro que que me lembro! Skippy chegou da escola, nós assistimos televisão juntos e almoçamos."


"Senhora Slappy", disse a enfermeira em um sussurro simpático, "Aconteceu um acidente, você se lembra? Skippy foi queimado. Fatalmente. Você arrancou a carne de seus ossos e comeu-o. Você o canibalizou. Seu próprio sobrinho. Skippy está morto, senhora.”


Slappy começa a gritar em agonia com as palavras da enfermeira. Os gritos tornaram-se cada vez mais agudos, até chegarem a um tom quase ensurdecedor, e em seguida, uma outra enfermeira se aproxima de Slappy com uma agulha. A tela fica preta.


Após cerca de dez segundos, a imagem volta, mostrando Slappy em uma camisa de força. Ela se senta em sua cama, balançando pra frente e pra trás, sussurrando: "Slappy precisa de mim, ele precisa de mim". Slappy grita mais uma vez, antes de brutalmente bater sua cabeça contra a parede. O som chama a atenção de um dos médicos, e ele entra na sala com a mesma enfermeira que havia dado o sedativo pra Slappy anteriormente, o que faz com que a Slappy se acalme. O médico olha pra ela com uma expressão de genuína tristeza, uma coisa estranha de se ver em Animaniacs. Em seguida algumas palavras quase inaudíveis são sussurradas entre o enfermeiro e o médico; a única que eu consegui entender foi "Lobotomia".


A imagem corta para Slappy em uma pequena sala estéril, ainda em sua camisa de força. O médico moveu-se lentamente em sua direção, para não assustar a paciente. Quando chegou perto o suficiente, ele insere o “Leucótomo” em seu olho esquerdo, e a tela fica completamente em branco, exceto pelo rosto de Slappy, enquanto ela olhava fixamente para a câmera. Os créditos então aparecem, tocando a música do fechamento do desenho.

Fonte: www.creepypastadark

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Abby (Vingadora)

(Oi, pessoal. Eu sou nova aqui e me chamo Sarah. Espero que vocês gostem dessa.)

História

Abigail Edwards sempre foi uma garota feliz, carinhosa e amada. Gostava de fazer novas amizades, de brincar com seu irmão Tommy de 5 anos e, principalmente, de desenhar. Seus pais, Adrian e Bárbara, e seu irmão sempre se encantavam com os desenhos feitos pela garota. Desenhava, principalmente, adolescentes belas e sedutoras, com cabelos enormes que iam até a cintura e vestidos magníficos. Ninguém nunca reclamou da menina; tirava boas notas, todos os professores gostavam dela. Enfim, era uma garota exemplar. Isso até seus 11 anos, quando foram visitar a casa de seus tios John e Kelly.

Sua casa de quatro andares ficava no meio de uma floresta coberta por neve, ao lado de um lago congelado e cintilante. Todos estavam com roupas quentes, pois nevava naquele dia. Por mais bonita que fosse a paisagem, a casa de seus tios continuava feia. A madeira já estava deteriorando, teias de aranhas podiam ser vistas nas janelas, além de ratos saírem de buracos nas paredes. Abby, como preferia ser chamada, sentiu um pouco de nojo ao ver aquilo tudo, e pensar que passariam as férias lá. Por algum motivo estranho, a garota não gostava muito da tia; sismava em dizer que ela era má e que queria machucá-la, mas ninguém acreditava nela. A mãe até que ficava um pouco preocupada, mas nada tão sério; já o pai dizia que a garota era criativa demais. E Tommy, por ser pequeno, pensava que tudo fazia parte de uma brincadeira.

Logo, os tios saíram da casa para cumprimentá-los com o típico: "Olá, crianças. Nossa, como vocês cresceram!". Após tomarem chocolate quente, tia Kelly sugeriu que as crianças patinassem em cima do lago. Como Tommy estava ansioso para ir, Abby concordou, embora não quisesse. Abby sabia patinar bem, e agora ensinava Tommy.

Enquanto Kelly lavava as canecas, John e Adrian saíram de dentro da casa e ficaram perto do portão, conversando. Bárbara decidiu sair também para observar as crianças. Abby e Tommy já estavam longe da casa quando um carro desgovernado atropelou seus pais e seu tio. Tommy não viu nada porque estava caído quando tudo aconteceu, de costas para os familiares. Já Abby, que estava na frente de Tommy ajudando-o a se levantar, presenciou tudo; os corpos já sem vida de sua família voando para longe, batendo nas árvores ao redor da casa. A garota parou de brincar e foi atrás dos corpos. Quando viu seus pais e seu tio mortos, chorou incondicionalmente enquanto o motorista fugia. Kelly saiu de casa e se assustou com a cena, indo atrás do marido, da irmã e do cunhado.

Depois disso, nada foi o mesmo. Um ano depois, Abby e Tommy foram adotados pela tia. Eles já não se lembravam de todos os detalhes do "acidente de carro". A garota doce agora já era mais reservada e solitária; já não desenhava frequentemente e suas personagens e roupas eram mais deprimentes e feias, como a aparência da garota. Abby já não dormia direito há uma semana, pois tinha pesadelos todas as noites.

Quando chegaram na casa, ela parecia mais alegre e animada. Não se via mais teias de aranhas, as madeiras foram consertadas e os ratos foram exterminados. A tia parecia mais alegre do que o normal. Seu cabelo ruivo estava preso e ela usava um vestido azul claro, embora estivesse extremamente frio. A sala de estar era grande e confortável para ambos, foi o que a tia disse. E era mesmo, porém eles ainda desejavam estar na sua antiga sala com os seus pais.

Kelly tinha uma surpresa para as crianças, agora com 12 e 6 anos. Eles a seguiram até a cozinha, onde estava uma grande fotografia delas com seus pais. Tommy adorou a ideia de lembrar de seus pais todos os dias, já Abby sentiu uma imensa vontade de rasgar a foto. Não queria lembrar do acidente todo o dia, muito menos de seus pais e, consequentemente, do jeito que morreram. Era a pior surpresa da vida dela.

Depois de dar uma bronca na menina, tia Kelly mostrou para ambos seus respectivos quartos. A garota só se interessou por uma boneca de pelúcia que, de alguma maneira, se parecia com ela: cabelo castanho claro, liso e comprido, olhos da mesma cor, pele morena e um incrível sorriso estampado no rosto. Logo, deu-lhe o nome de Poder, essa foi a primeira palavra que lhe veio a cabeça naquele instante.

Naquela noite, Abby conseguiu dormir tranquilamente ao lado da boneca. A primeira noite tranquila após vários dias e vários meses. Por tempo limitado, pois no meio da noite a garota se levantou da sua cama ao ouvir um barulho vindo de dentro do seu quarto. Ela olhou ao redor, porém não viu nada. Então, voltou a dormir. Na manhã seguinte, ela se trocou e foi para a escola. Enquanto isso, Tommy explorava a casa, já que iria para a escola somente no outro dia.

A princípio, todos olhavam para Abby. Ela se sentiu assustada, e já não sabia lidar com gente estranha. Em pouco tempo, um garoto se aproximou dela. Seu nome era Augustus, mas todos o chamavam de Gus. Ele era loiro, tinha incríveis olhos azuis e um sorriso encantador. Ele era mais velho que Abby, embora estivessem na mesma sala. Tinha dezesseis anos. Era um dos garotos mais populares da escola inteira, e parecia muito interessado na garota. Abby havia percebido, então procurou o banheiro para ver se estava bonita o suficiente. Depois, Dora Moore e Dawn Adams passavam por perto do banheiro quando viram Abigail saindo correndo do banheiro, alegando de que viu um monstro humanoide de pele preta e olhos vermelhos no espelho.  Logo, as duas adolescentes correram contar para alguns colegas. Só ouvia risadas no corredor. Pessoas rindo de Abby.

A garota, enfurecida, fechou os olhos e começou a chorar. Em pouco tempo, só era possível ouvir seu grito no corredor, implorando que parasse. As risadas haviam cessado. Quando Abby abriu os olhos, as luzes estavam apagadas e os alunos estavam caídos no chão, desmaiados. E um pensamento ficou na cabeça da garota: "Você fez isso... Viu como é poderosa?". Abby começou a rir enquanto um de seus professores Mark Lewis e Gus apareceram. Ela correu para longe e se escondeu na sala do zelador até que as aulas terminassem. Logo, sua tia veio lhe buscar.

Abby lanchou e, como sempre, se dirigia ao seu quarto para ficar trancada lá dentro. Porém foi interrompida por seu irmão, que lhe mostrou uma coisa que havia encontrado no porão da casa. Um colar preto com um pingente de estrela vermelho. Uma estrela específica: a de Satã. Embora as crianças não soubessem, ficaram atraídas pelo acessório. Mas Abby foi a primeira a usá-lo, e não quis tirá-lo mais.

Era de noite quando a garota teve o pior pesadelo de sua vida. Acordou aos berros, e logo viu sua tia parada na porta, assustada. Abby olhou ao redor, e logo viu que não estava na sua cama. Encostada no armário, ela agora olhava para sua cama, onde Poder estaria sentada olhando para ela. Nas paredes, foram escritas as seguintes palavras com sangue de coelhos: "Eles Odeiam", "Morreram", "Me Ame", "Coelhinhos", "Poder", e, principalmente, "Você Não Me Ama?". Abby olhou para suas mãos, coincidentemente com o mesmo líquido vermelho.

A tia, tão enfurecida quanto assustada, disse para Abby segui-la até a cozinha. Abby estava tão confusa, tão assustada. Ela sentou-se em uma das cadeiras, de costas para a tia, esperando receber uma bronca. Mas não foi só isso. A garota se recusou a olhar para trás enquanto ouvia a tia abrir uma gaveta e tirar uma faca de lá.

O pequeno Tommy dormia tranquilamente enquanto a tia machucava Abby, usando o instrumento. Depois da tortura, a garota dirigiu-se ao seu quarto, como Kelly ordenou, e chorou. Passou a noite chorando, abraçando Poder. Ela recusou-se a ir para a escola nas duas semanas seguintes. Quando seus machucados já haviam cicatrizado, a garota foi à escola. Gus a abordou, convidando-a para ir a festa fantasia de sua irmã mais nova, Jullie. Abby aceitou, esquecendo totalmente do castigo que sua tia havia lhe dado por manchar a parede de seu quarto.

Quando chegou em casa, correu contar a novidade para a tia. Kelly gritou com ela, dizendo que não deveria ter aceitado pois ela não iria. Abby tentou convencê-la de qualquer maneira, mas nada a convenceu. A garota abaixou a cabeça. Estava prestes a chorar quando murmurou: "Mamãe deixaria...". Recebeu como resposta: "Mas a sua mãe não está mais aqui!" A garota ergueu a cabeça e encarou a tia. Começou a chorar ao ver a expressão fria de Kelly. Abby correu para o seu quarto e abraçou a boneca, jurando ao mesmo tempo que isso não ficaria daquele jeito.

Na noite da festa, Abby saiu escondida de seu quarto enquanto Kelly e Tommy dormiam. Ela entrou no quarto de sua tia silenciosamente e abriu o seu armário. Procurou por uma roupa que pudesse usar como fantasia, e achou um vestido de noiva todo branco. Ela roubou-lhe o vestido, o ajustou ao seu tamanho e o vestiu. Colocou o colar que seu irmão havia lhe dado e sapatilhas brancas. Penteou o seu cabelo e se maquiou. Ela sorriu por um instante, pois estava tão bonita quanto a eu de seu passado. Decidiu que levaria a boneca Poder junto com ela. E, como combinado, encontrou com Augustus perto da escola. Ela não sabia, mas estava sendo seguida.

Chegou em poucos minutos ao local. Gus a esperava; ele usava uma fantasia de príncipe, inclusive carregava até uma espada falsa no bolso, pensou a menina. Gus a olhou de cima a baixo e sorriu. Abby corou um pouco e sorriu também. Ela perguntou se estava bonita. Ele não respondeu, apenas continuou sorrindo. Caminhou lentamente na direção da garota e tentou beijá-la. Abby, assustada, se afastou. O doce sorriso de Augustus sumiu rapidamente, e logo se transformou num sorriso demoníaco. Abby se afastou ainda mais, porém esbarrou em duas garotas amigas dele: seus nomes eram Amanda Allen e Taylor Campbell. Elas riram da garota enquanto a empurrava ao chão. A menina começou a chorar, e perguntou o que estava acontecendo. Logo, mais dois amigos de Gus; Michael Scott e Josh Hill; apareceram e riram também. Augustus tirou uma espada vermelha da cintura e se aproximou da menina, dizendo: "Você não me ama, Abby?". Ela se afastava enquanto mais alguém chegava perto do grupo. Era seu irmão Tommy.

Tommy tentou defender a irmã, e até mesmo socou a perna de Gus. Porém era mais fraco. Enquanto Michael e Josh seguravam Abby para que ela não ajudasse o irmão, Amanda e Taylor empurraram Tommy. "Sem testemunhas..." sussurrou Augustus.

Depois, ele penetrou a espada no coração do garoto. Tommy tossiu e chamou pela irmã antes de fechar os olhos. Abby, que agora gritava desesperadamente, tentou chegar perto do irmãozinho. Ela foi empurrada ao chão novamente, dessa vez machucou seus cotovelos e joelhos. Gus a chutou no estômago, fazendo com que ela cuspisse seu próprio sangue. As meninas pegaram a espada de Gus e deixaram o cabelo de Abby extremamente curto. Todos começaram a chutá-la. Ela já estava ficando sem forças quando os meninos pegaram a espada e cortaram várias partes do corpo de Abby, principalmente as pernas dela. E, para finalizar, Gus cravou a espada na cintura dela, atingindo o seu estômago. Ela desmaiou devido aos ferimentos, e a última coisa que viu foi a boneca, olhando para ela e sorrindo como sempre.

Augustus estava pronto para matá-la para por um fim na garota. Ele a amava, mas ela nunca o quis, ele pensava. Ela deveria pertencer a ele, somente a ele. Caso o contrário, não iria ser de mais ninguém. Ele puxou o cabelo de Abigail e posicionou a espada sobre seu pescoço. Em poucos segundos, a garota abriu os olhos. Mas ela não era mais a mesma. Seus olhos agora eram vermelhos e pretos, seus lábios estavam mais escuros do que o normal, sua pele adquiria um tom acinzentado. Ela sorriu para os adolescentes que agora recuavam assustados. Seus dentes estavam amarelados e afiados, como presas. Foi quando sangue escorreu de sua boca e fogo saiu de seus olhos. Ela se levantou lentamente e os encarou. A boneca havia sumido. Abby permaneceu lá, enquanto os outros saíam correndo.

Tia Kelly havia acordado há 3 horas e esperava furiosamente por Abby e Tommy que, como ela pensava, haviam fugido juntos para a festa. Ela assistia ao noticiário, onde o apresentador falava que cinco jovens foram encontrados mortos, várias facadas profundas na região do estômago. O mais estranho, na sua opinião, foi que a causa da morte era sufocamento, seguido de ataque cardíaco. Embora não houvesse outro machucado além das facadas, era notável que o assassino usou suas próprias mãos para matá-los, além de seu instrumento que poderia ser uma faca, uma adaga ou até mesmo uma espada. Logo, a tia se preocupou com seus sobrinhos.

Ela ouviu a porta se abrir e suspirou. Kelly nem precisava se virar para ver quem estava lá, de pé, no batente da porta. Ela começou a chamar pela menina, e pediu para que a seguisse até a cozinha. E assim foi feito. A tia se recusava a olhar para a garota. Pensando que seu irmão estava junto dela, ela falou para Tommy ir para o seu quarto enquanto retirava uma faca da gaveta. Ela se virou e deixou a faca cair ao ver sua sobrinha. Ou melhor, sua nova sobrinha. O vestido branco agora estava rasgado e sujo. Cortes em suas pernas e nos seus ombros eram visíveis, além de seu pescoço ter um corte de espada. O cabelo sujo, mais escuro e curto. Em sua mão direita, ela carregava uma espada vermelha; na outra, a cabeça de seu irmão Tommy. Kelly se afastou da menina enquanto ela jogava a cabeça no chão. Ela sorria e encarava a tia com aqueles olhos em chamas. Kelly começou a gritar, mas nada adiantaria. Ninguém ouviria. Abby estendeu a mão em direção a tia. E ela não viu mais nada, somente olhos vermelhos e pretos que a encaravam em meio à escuridão da noite. Ao fundo, a voz de sua sobrinha totalmente alterada, dizendo:

- Ei, coelhinha... Você não me ama?

Relatos

#1 Uma gravação foi encontrada perto dos corpos de quatro policiais que investigavam o massacre da família Perez. Causa da morte: sufocamento seguido de ataque cardíaco.

#2 Uma garota de nove anos foi encontrada morta no seu quarto de brinquedos. Suas bonecas estavam decapitadas. Causa da morte: sufocamento seguido de ataque cardíaco.

#3 O corpo de uma mulher de vinte anos foi encontrado pela mãe da vítima no seu apartamento. Perto dela, uma carta escrita pela vítima. O policial Jeremy White cedeu um pedaço da carta à mídia:

"Eu vi que vinha um carro na sua direção. Eu suspirei, pensando que o motorista a atropelaria. Meu pesadelo iria acabar naquela hora. Eu estava errada. O carro passou pelo corpo dela, como se fosse um fantasma. Ela riu e parou no meio da rua. O seu sorriso desapareceu, como o fogo nos seus olhos. Aqueles olhos vermelhos, que me encaravam o tempo todo. E, em poucos segundos, eu não pude ver mais nada. 

E eu nunca mais verei nada. 

Só o que ela vê.

Só o que ela quer ver.

Eu não tenho escolha.

É tarde para mim.

Mas, em breve, você verá."

E, no final:

"Não tenho ideia do que aconteceu.  Sem digitais. Nada, além de símbolos; símbolos do Demônio. Todo lugar que vamos... Não importa, não temos escolha."



Você... Não... Me... Ama?

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